Arquivo | julho, 2015

Geração “copo cheio e coração vazio”…

28 jul

 

 Como disse q Isabela Freitas “desapego não é desamor”, mas parece que muita gente anda confundido isso.

Ultimamente tenho visto pessoas gritando as 4 ventos que preferem estar com o “copo cheio e o coração vazio”, querem passar a imagem de que são completamente imunes ao amor… Em uma incrível velocidade, declarações de amor são substituídas por palavras amargas e indiretas ácidas. 

Como foi que chegamos a esse ponto? QVejo ai uma nítida inversão de valores.

 Essa pseudo valentia, esse pseudo desapego nunca me comoveu, cúmulo da carência e da covardia. 

 A maioria dessas pessoas se machucaram feio, perderam alguém que amaram ou nunca tiveram essa tal pessoa e por medo, aderiram a essa “filosofia de vida” que nada mais é que um mecanismo de defesa, se trancam em sua zona de conforto, o mundo das farras, para simplesmente fugirem de qualquer sentimento que possam magoa-los.

Esse é o problema, o medo de sofrer. Têm tanto medo de deixar alguém os magoem que se fecham para o amor.

Puro egocentrismo cego, covardia disfarçada de modernidade, onde temos que mostrar que não nos importamos, que somos felizes e desapegados, mesmo a realidade não sendo bem essa. Essa atitude desesperada de mostrar para todos o quanto são completamente desapegados só deixa evidente o quanto eles precisam provar pra todos para que eles mesmos acreditem nisso. 

O que mais me assombra nessa geração é como estão caminhando para um abismo de futilidades endeusadas, temo que tenham desaprendido o simples querer bem e que não saibam amar nada além de si mesmos.

O desapego tem que ser de algo que nos faça mal, não do amor! Tem que ser uma conseqüência do amadurecimento, não uma mentira contada para nós mesmos como válvula de escape da realidade contra o sofrimento.  

Sejamos mais humanos…

25 jul

Sempre acreditei que observar o comportamento das pessoas ao me redor me traria reflexão sobre minhas próprias atitudes…A vida de todo mundo ultimamente tem sido corrida, enchemos nossa rotina de responsabilidades, compromissos, problemas e preocupações, adotamos um ritmo de vida acelerado onde deixamos de valorizar o que realmente nos faz feliz para valorizar o que achamos que um dia nos fará felizes, sobrando pouco tempo para o mundo da contemplação, as pequenas coisas já não nos cativam mais, as pessoas tem perdido a habilidade de valorizar e separar um tempo para o que realmente as faz feliz.

A rotinização de comportamentos tem nos tornado pessoas frias, com atitudes mecânicas. Acabamos deixando de lado coisas simples como da “bom dia” ao vizinho, cumprimentar o guarda de transito ou agradecer ao motorista do ônibus após descermos. 

Para quem realmente se importa, os detalhes fazem toda diferença, uma conversa, um olhar, uma atitude, um novo dia nascendo, um pôr do sol, uma noite de lua cheia, coisas assim que devem se valorizadas, coisas assim nos fazem voltar a sonhar, coisas assim faz com que sejamos mais humanos… 

  

Um laço não é um nó, o amor ainda vale a pena…

24 jul

A maioria das pessoas estão se tornando individualistas demais para dividir a vida com mais alguém! Nos acostumamos a criar laços frágeis, relacionamentos humanos frágeis. Nos sentimos sufocados com qualquer ameaça de relação mais profunda, no mundo instantâneo nada tem sido feito para durar…

Vivemos tão mergulhados em nós mesmos, deixando o “eu” tomar conta de nós que acabamos criando uma barreira que bloqueia qualquer pessoa que queira se aproximar, que queira nós tocar verdadeiramente… 

Cada um em seu próprio mundinho, inconscientemente estamos passando por cima das pessoas, de seus sentimentos sem se importar…

Se olhássemos para a alma das pessoas assim como olhamos para nossos smartphones, o amor não estaria em segundo plano…

Que apesar de tudo não nos rendamos a essa liquidez de sentimentos incessante que nos rodeia!

 “E hoje em dia, como é que se diz Eu Te Amo?🎶”

  

(Re)começar…

23 jul

Sem nenhuma nova postagem desde março de 2014 resolvi reativar isso aqui!

Porque? Ora, porque eu estou com vontade de escrever em um cantinho só meu. O que não significa que eu tenha tempo para vários posts diários, como cheguei a fazer em outros momentos. Tentei tumblr, paginas no facebook e até mesmo o bom e velho diário, mas resolvi voltar pra cá.

Pensei em excluir todos os posts e recomeçar do zero mas seria injusto demais com meus sentimentos passados, seria como se eu ignorasse tudo que já vivi ate chegar aqui. De lá pra cá, muita coisa mudou.

Depois de um 2014 acelerado, sem ter tempo quase para respirar, resolvi voltar a me dedicar aos meus textos… e isso ninguém mais pode fazer por mim.

Não sei se conseguirei mantê-lo atualizado, mas pelo menos vou tentar, porque dessa vez eu realmente estou empolgada com um novo desafio.